CENPAH

O CENPAH (Centro de Pastoral Afro Heitor Frisotti) é um espaço de agregação de diversas iniciativas, no âmbito cultural, inter-religioso, de luta contra o racismo, para a igualdade e a promoção dos direitos humanos, valorizando a iniciativa dos leigos/as, acompanhando e assessorando os diversos processos propostos nessas dimensões.

Centro de documentação
O Cenpah, com a riqueza de livros deixados por Heitor, formou uma Biblioteca que leva o seu nome. No mesmo Cenpah foi criado o Salão Santa Bakita e a aposta foi na questão educacional, oferecendo aos jovens negros da periferia a possibilidade de se prepararem para o vestibular e assim poderem ingressar no ensino superior.

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PASTORAL AFRO - Lançamento do livro 'Nosso Jeito de Celebrar' em São Paulo, por Frei Tatá e Maria Adelaide.

Missa de Posse do Padre Comboniano Bernadino Mossi Kuami Anoumou como novo capelão da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos em Salvador (BA) 
Foi uma celebração marcada pela fé, pela tradição e pelo compromisso com a missão evangelizadora da Igreja. A posse representa o início de uma nova caminhada de serviço, acolhimento e dedicação à comunidade.  
Bem vindo Padre! Que sua missão, seja repleta de Bençãos, Respeito e Empatia com o todos e o com o povo de Candomblé.

A Lógica da Superexigência na Vida de Mulheres e Homens Negros

Existe uma herança estrutural que atravessa a experiência da mulher e do homem negro: a necessidade permanente de esforço para garantir permanência. E essa permanência não diz respeito apenas à ascensão, mas à manutenção de posições mínimas de estabilidade social. Enquanto para muitos o trabalho opera como mecanismo de mobilidade, para a população negra ele historicamente operou como mecanismo de sustentação da própria existência.

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A vida não começou quando você nasceu. 
Antes de você, houve mãos que trabalharam, corações que resistiram, lágrimas que foram derramadas e sonhos que atravessaram gerações para que hoje você estivesse aqui. Honrar os ancestrais não é viver preso ao passado. É reconhecer a força que caminha ao seu lado, mesmo quando seus olhos não conseguem ver. 
Quando o caminho parecer difícil, peça sabedoria para escolher bem. 
Quando o medo chegar, peça coragem para continuar. 
Quando as dúvidas surgirem, peça firmeza para não abandonar quem você nasceu para ser. 
Que a memória dos que vieram antes fortaleça os seus passos. 
Que a coragem dos ancestrais habite o seu coração. 
E que sua caminhada seja digna de toda a força que o trouxe até aqui.

A luta contra a escravidão no Brasil não aconteceu apenas nos parlamentos ou nas ruas. Ela também aconteceu nas páginas dos jornais.  

No século XIX, homens negros livres e libertos começaram a usar uma ferramenta importante para denunciar injustiças e defender direitos: a imprensa. Surgiram então jornais produzidos por intelectuais negros que discutiam temas como racismo, cidadania, educação e liberdade. Publicações como "O Homem de Cor", "O Cabrito" e "O Crioulinho", que circularam no Rio de Janeiro na década de 1830, mostram que pessoas negras já participavam ativamente do debate público muito antes da abolição. Esses jornais denunciavam a violência do sistema escravista, criticavam o preconceito racial e defendiam uma sociedade mais justa. Mais tarde, figuras como Luiz Gama e José do Patrocínio transformariam o jornalismo em uma verdadeira arma política contra a escravidão. Por meio de artigos, campanhas e mobilizações, ajudaram a formar uma opinião pública cada vez mais crítica ao sistema escravista. 

Mulher negra nas questões de moradia 

A população negra sofre com a desigualdade histórica, legado negativo do racismo estrutural, que, até os tempos atuais, se apresenta em todas as instituições sociopolíticas, religiosas e econômicas. Ao tratar de moradia, nós, mulheres negras, sofremos ainda as marcas da escravização doméstica, que fez minha mãe — e muitas outras ancestrais — “morar” no emprego. Hoje, a exclusão acontece com muita intensidade, determinada pela pirâmide salarial, presente em todas as pesquisas, que indicam o lugar social ocupado pela grande maioria das mulheres negras.

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A PASTORAL AFROBRASILEIRA (PAB)
 
 
TEXTO ELABORADO PARA APRESENTAÇÃO JUNTO AO CONSELHO PERMANENTE DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL

A pastoral afro-brasileira (PAB) tem buscado fomentar e articular as muitas iniciativas que emergem nas comunidades e grupos de base. Ela o faz, em vista do cuidado da população negra que busca viver a sua fé em comunhão com o Evangelho de Jesus Cristo. Compreende que a Igreja presente no mundo é convidada a alargar a conversão pastoral de modo que ressalte, com força, que não se dirige apenas aos indivíduos, ou grupos, mas à Igreja inteira. 

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XVI ENCONTRO DE PASTORAL AFRO-AMERICANA E CARIBENHA (EPA)
Uma Igreja com rosto afrodescendente, viva e sinodal

De 3 a 7 de novembro de 2025, a Arquidiocese de Mercedes-Luján, Argentina, sediou o XVI Encontro de Pastoral Afro-Americana e Caribenha (EPA), um evento que marca um ponto de inflexão no reconhecimento das comunidades afrodescendentes dentro da Igreja Católica latino-americana. Mais de 144 representantes de doze países se reuniram sob o lema “Os afrodescendentes: seus clamores e suas esperanças dentro de uma Igreja sinodal”, gerando um espaço de diálogo profundo e comprometido com a transformação pastoral.

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Mensagem Final do XVI Encontro de Pastoral Afro-Americana e Caribenha (EPA) 

Reunidos no XVI EPA, na Arquidiocese de Mercedes-Luján, casa da Padroeira da Argentina, entre os dias 3 e 7 de novembro de 2025, mais de 144 representantes das Pastorais Afro-americanas e Caribenhas: México, Honduras, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Brasil, Paraguai, Uruguai e o país que nos acolhe: Argentina. Oramos, refletimos e analisamos, em espírito de sinodalidade, fé, esperança e resistência, os clamores mais urgentes que atravessam a vida de nossos povos: a invisibilização persistente, o racismo estrutural e sistêmico e a migração com rosto afrodescendente.

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Aprovado primeiro fundo para reparar crimes da escravidão no Brasil

A agenda de reparação está no centro da luta do movimento negro hoje no Brasil. A aprovação da PEC é uma grande vitória para fortalecer social e economicamente a população negra, afinal a escravidão foi um crime contra a humanidade e as suas mazelas afligem desproporcionalmente pretos e pardos brasileiros, maioria da sociedade brasileira. Não aceitaremos menos que justiça racial plena, com reparação histórica, políticas concretas e dignidade garantida para cada corpo negro neste país! 

16 de junho - Dia Internacional da Criança Africana

O Dia Internacional da Criança Africana, celebrado anualmente em 16 de junho, é uma data significativa para a reflexão sobre as condições de vida, os direitos e as aspirações das crianças africanas. Instituído em 1991 pela Organização da Unidade Africana (atualmente União Africana), a data homenageia as milhares de crianças e adolescentes que, em 1976, na cidade de Soweto, África do Sul, protestaram contra a qualidade inferior da educação oferecida aos negros durante o apartheid, regime de segregação racial, e sofreram violenta e brutal repressão policial.

A consciência negra da Igreja Católica latino-americana

Neste artigo, gostaria de traçar, a partir da Conferência de Puebla, o caminho que a Igreja seguiu em seu relacionamento com a população afrodescendente do continente. Tentarei mostrar quais foram e ainda são as iniciativas da Igreja com os “afros” e, no final, apontar alguns dos desafios que a pastoral afro está enfrentando hoje. 
Anoumou Mossi Kuami Bernardin, MCCJ Pastoral Afro - Salvador/BA

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Estudo da Pastoral Afro será elevado à categoria de documento 

Após aprovação do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, reunido em Brasília (DF), texto de estudo da Pastoral Afro-Brasileira se tornará documento oficial da Igreja no Brasil 
Por Osnilda Lima | Cepast-CNBB

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Entrevista com o Pe. Jurandyr Azevedo Araújo

O pe. Bernardino Mossi (BM), comboniano, entrevistou recentemente o Pe. Jurandyr, coordenador nacional da Pastoral Afro. Temos gosto em apresentar aqui na íntegra o texto, para conhecer o caminho feito e também apontar perspetivas e desafios para as comunidades e a igreja, hoje e no futuro. Nossa profunda gratidão ao Pe. Jurandyr pelo seu tempo e disponibilidade!



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DESAFIOS E PISTAS DE AÇÃO PARA A VIDA RELIGIOSA E A PASTORAL AFRO DA AMÉRICA LATINA E CARIBE: INTERROGAÇÕES, DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS E NOVOS HORIZONTES

A negritude é um dom e Deus!”. Essa frase é na verdade um paradigma teológico-espiritual, e pedagógico-pastoral e traduz de forma clarividente de onde viemos, quem somos e o que sonhamos. Este paradigma teológico-espiritual, afirma também o fundamento da vida religiosa e da Pastoral Afro-americana e Caribenha". 
Clovis Cabral, SJ                           

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PIQUIÁ DA CONQUISTA: FAMÍLIAS RECEBEM NOVAS MORADIAS APÓS LONGA LUTA POR REASSENTAMENTO EM AÇAILÂNDIA/MA 

O Ministro das Cidades, Jader Filho, em parceria com a Associação Comunitária de Moradores do Piquiá (ACMP), realizou a entrega oficial do empreendimento “Piquiá da Conquista”, em Açailândia, no Maranhão. O projeto, que faz parte do programa federal “Minha Casa, Minha Vida”, marca o fim de uma batalha de mais de 15 anos travada pela comunidade de Piquiá de Baixo para garantir moradia digna e livre de impactos ambientais.

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XXI ENCONTRO NACIONAL 
DE PASTORAL AFROCOLOMBIANA 

De 18 a 21 de setembro, realizou-se em Cartagena o XXI Encontro Nacional da Pastoral Afro-Colombiana (EPA) e o Conselho da Comunidade Afro-Colombiana e o Município de San Basilio de Palenque. O tema do encontro foi 'Ubuntu': Espiritualidade afro para uma Igreja profética.

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Mês da Consciência Negra: “resistir, existir e fortalecer a identidade” é o clamor da XXVII Romaria das Comunidades Negras

Foi com cânticos, cores e danças que o Santuário Nacional recebeu o início das celebrações do mês da Consciência Negra. A Santa Missa do dia 4 de novembro, às 12h, foi presidida por dom Zanoni Castro, arcebispo de Feira de Santana (BA). O tema da Romaria é "Mãe Negra Aparecida, leve o clamor do seu povo ao seu filho Jesus". 

A Pastoral Afro-brasileira emite uma nota de pesar pelo falecimento da irmã Maria Raimunda Ribeiro da Costa

A Pastoral Afro-brasileira emitiu uma nota de pesar pelo falecimento da irmã Maria Raimunda Ribeiro da Costa, da Congregação das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado. Na nota, a Pastoral afirma que seguir Jesus, compartilhando sua vida com os pobres foi a missão abraçada pela religiosa considerada um baluarte da Pastoral Afrobrasileira, tendo ajudado a implantar o Secretariado da Pastoral, na Sede da CNBB.

Salvador (BA) sedia X Congresso Nacional de Entidades Negras Católicas de 22 a 25 de setembro

O encontro acontece no Centro de Treinamento de Líderes (CTL), em Itapuã. Um dos momentos mais importantes acontecerá nesta sexta-feira (23), às 18h, com missa a ser celebrada na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos (Pelourinho), presidida pelo arcebispo de Feira de Santana e referencial para a Pastoral Afro-brasileira da CNBB, dom Zanoni Demettino Castro.

“O objetivo é compartilhar nossa experiência de fé. Somos homens e mulheres negros e negras vivendo em diferentes pontos/Estados de nosso Brasil, chamados a evangelizar. Representamos a Igreja no Brasil em sua diversidade e pluralidade missionária, conscientes que pelo Batismo somos assimilados a Cristo; «todos nós fomos batizados no mesmo Espírito, para formarmos um só corpo» (1 Cor. 12,13) (LG7), que é a Igreja. Como afirma o Papa Francisco: a diversidade cultural não ameaça a unidade da Igreja (EG 117)”, diz o secretário ad hoc do CONENC, padre Guanair da Silva Santos.

Pastoral Afro-Brasileira realiza encontro com a participação de 80 lideranças negras

Com o objetivo de compreender a importância das iniciativas afro para o fortalecimento da Pastoral Afro-brasileira (PAB) em Minas Gerais, a PAB promoveu entre os dias 12 e 15 de outubro o Encontro Mineiro da Pastoral Afro-Brasileira (EMPAB). O EMPAB aconteceu em Conselheiro Lafaiete (MG) e teve como tema “Pastoral Afro-brasileira: Retomar o caminho e anunciar as forças vivas do povo negro” e lema “Louvai-o com tambores e a dança” (Sl 150, 4). Foram 80 lideranças negras presentes representando as 7 províncias do Regional Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Pastoral Afro - Um olhar sincero para a vida real do povo

No Brasil, a Pastoral Afro remonta a 1988, mas precisa ainda de ser estendida a todas as Dioceses e de ser vista como parte da ação evangelizadora da Igreja - considera o P. Ibrahim Musyoka, coordenador da Pastoral Afro na Arquidiocese de Feira de Santana (Bahia). Trata-se duma Pastoral que procura valorizar o negro na sociedade brasileira. Um Sínodo dos Bispos sobre a Pastoral Afro, tal como se fez para a Amazónia, ajudaria muito nesse difícil trabalho, afirma este missionário.