CENPAH
Centro Pastoral Afro Pe. Heitor
O CENPAH (Centro de Pastoral Afro Heitor Frisotti) é um espaço de agregação de diversas iniciativas, no âmbito cultural, inter-religioso, de luta contra o racismo, para a igualdade e a promoção dos direitos humanos, valorizando a iniciativa dos leigos/as, acompanhando e assessorando os diversos processos propostos nessas dimensões.
Nossa Senhora
Aparecida é Padroeira do Brasil. As circunstâncias e tantissimas histórias e
vivências em torno da Mãe que quebra grilhões, apaga velas, cura seus filhos e
da força aos peregrinos é a força do feminino sagrado em nossas vidas.
Ao longo da
história muitos foram os políticos e pessoas que tentaram tirar proveito dessa
genuína fé do povo.
Foi o governo
Vargas que usou a imagem de Nossa Senhora como elemento de unidade para seu
projeto político controverso e autoritário.
Mas a fé do povo
e as histórias do culto à Santa eram maiores que qualquer uso ou manipulação.
Neste ano de 2026
presenciamos no campo da política e do avanço da extrema direita, ações para
negar essa mãe.
E os corações que
a amam protestam.
Maria, Nossa
Senhora Aparecida, nossa Negra Mariama resiste. Hoje nosso grande rosto da
força sagrada da mulher negra, lembrança de tantas de nós, das nossas heroínas.
Patrícia Teixeira
Santos
É com felicidade
que compartilho a notícia da premiação do Padre José Enes de Jesus, pessoa que
dedica a sua vida para a superação do Racismo e para a valorização das
histórias africanas e afro-brasileiras. Sacerdote generoso que nos mostra que é
possível enxergar no rosto do Cristo os nossos.
Parabéns imensamente.
Existe uma herança estrutural que atravessa a experiência da mulher e do homem negro: a necessidade permanente de esforço para garantir permanência. E essa permanência não diz respeito apenas à ascensão, mas à manutenção de posições mínimas de estabilidade social. Enquanto para muitos o trabalho opera como mecanismo de mobilidade, para a população negra ele historicamente operou como mecanismo de sustentação da própria existência.
más información A vida não
começou quando você nasceu.
Antes de você,
houve mãos que trabalharam, corações que resistiram, lágrimas que foram
derramadas e sonhos que atravessaram gerações para que hoje você estivesse
aqui.
Honrar os
ancestrais não é viver preso ao passado. É reconhecer a força que caminha ao
seu lado, mesmo quando seus olhos não conseguem ver.
Quando o caminho
parecer difícil, peça sabedoria para escolher bem.
Quando o medo
chegar, peça coragem para continuar.
Quando as dúvidas
surgirem, peça firmeza para não abandonar quem você nasceu para ser.
Que a memória dos
que vieram antes fortaleça os seus passos.
Que a coragem dos
ancestrais habite o seu coração.
E que sua
caminhada seja digna de toda a força que o trouxe até aqui.
A agenda de
reparação está no centro da luta do movimento negro hoje no Brasil. A aprovação
da PEC é uma grande vitória para fortalecer social e economicamente a população
negra, afinal a escravidão foi um crime contra a humanidade e as suas mazelas
afligem desproporcionalmente pretos e pardos brasileiros, maioria da sociedade
brasileira. Não aceitaremos menos que justiça racial plena, com reparação
histórica, políticas concretas e dignidade garantida para cada corpo negro
neste país!
O Dia Internacional da Criança Africana, celebrado anualmente em 16 de junho, é uma data significativa para a reflexão sobre as condições de vida, os direitos e as aspirações das crianças africanas. Instituído em 1991 pela Organização da Unidade Africana (atualmente União Africana), a data homenageia as milhares de crianças e adolescentes que, em 1976, na cidade de Soweto, África do Sul, protestaram contra a qualidade inferior da educação oferecida aos negros durante o apartheid, regime de segregação racial, e sofreram violenta e brutal repressão policial.
O pe. Bernardino Mossi (BM), comboniano, entrevistou recentemente o Pe.
Jurandyr, coordenador nacional da Pastoral Afro. Temos gosto em
apresentar aqui na íntegra o texto, para conhecer o caminho feito e
também apontar perspetivas e desafios para as comunidades e a igreja,
hoje e no futuro. Nossa profunda gratidão ao Pe. Jurandyr pelo seu tempo
e disponibilidade!
Com o objetivo de compreender a importância das iniciativas afro para o fortalecimento da Pastoral Afro-brasileira (PAB) em Minas Gerais, a PAB promoveu entre os dias 12 e 15 de outubro o Encontro Mineiro da Pastoral Afro-Brasileira (EMPAB). O EMPAB aconteceu em Conselheiro Lafaiete (MG) e teve como tema “Pastoral Afro-brasileira: Retomar o caminho e anunciar as forças vivas do povo negro” e lema “Louvai-o com tambores e a dança” (Sl 150, 4). Foram 80 lideranças negras presentes representando as 7 províncias do Regional Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
No Brasil, a Pastoral Afro remonta a 1988, mas precisa ainda de ser estendida a todas as Dioceses e de ser vista como parte da ação evangelizadora da Igreja - considera o P. Ibrahim Musyoka, coordenador da Pastoral Afro na Arquidiocese de Feira de Santana (Bahia). Trata-se duma Pastoral que procura valorizar o negro na sociedade brasileira. Um Sínodo dos Bispos sobre a Pastoral Afro, tal como se fez para a Amazónia, ajudaria muito nesse difícil trabalho, afirma este missionário.